20 de maio de 2014

Confira o poster de Mommy, quinto filme de Xavier Dolan

Foi revelado o novo poster para Mommy, o quinto filme de Xavier Dolan.

Pela primeira vez na competição pela Palma d'Ouro, Mommy segue a história de uma mãe viúva (Anne Dorval) que cria, sozinha, o seu filho violento (Antoine-Olivier Pilon). O filme não tem ainda data de estreia prevista para o Brasil.

Assista o recente trailer de Interstellar, novo filme de Christopher Nolan

Foi divulgado um novo trailer para Interstellar, de Christopher Nolan (Batman, A Origem).

No filme seguiremos as aventuras de um grupo de exploradores que se aproveitam de um recém-descoberto buraco de minhoca para suplantar as limitações humanas nas viagens espaciais. Matthew McConaughey (Killer Joe) e Jessica Chastain (A Hora Mais Escura) protagonizam o filme, cujo elenco é ainda composto por Michael Caine, Anne Hathaway, Bill Irwin, Casey Affleck, Ellen Burstyn, Timothée Chalamet, Mackenzie Foy, John Lithgow, Topher Grace, David Oyelowo, David Gyasi e Matt Damon.

14 de maio de 2014

Resenha do Filme: O Passado

Por Eripetson Lucena

Cinema bom talvez seja a arte de se repetir com competência. Enquanto indústria, e essa caraterística conta desfavoravelmente a sua expansão e reconhecimento enquanto arte de fato, o cinema, com seus cento e poucos anos, transformou-se, dentro da lógica de mercado, numa espécie de máquina de clonagem. É, na opinião de quem vos escreve, cinema enquanto indústria é uma arte contestável. E enquanto comercio, é deplorável.

O modelo de feitura de filme estadunidense é tão incrivelmente tributário de quem realiza investimentos financeiros que o senso de arte e independência tem que servir aos interesses mercadológicos dessa corja. O cinema só não caiu no descrédito absoluto por que: primeiro, no seu curto tempo de vida, obras-primas incontestes já foram produzidas, de forma a reverter este esquema perverso e segundo: a boa arte permite-se a recriação a partir dos seus elementos primários.

“O Passado”, novo filme do cineasta iraniano Asghar Farhadi pode ser encarado como uma continuação do rebento mais regional e particular do Oscarizado “A Separação”, seu filme anterior, um exercício narrativo esplendido, que arrebatou meio mundo e mobilizou os juris de todos os prêmios que tomou parte há dois anos. Nesta sua nova e apavorante incursão ao micro-cosmo das relações familiares, ele não somente retoma com maestria a temática do seu filme anterior mas consegue dar seguros passos adiante do fio condutor que havia interceptado no “A Separação”.

Em termos de estrutura narrativa, Farhadi é um maestro. Poucos diretores conseguem transitar tão bem do universo da escrita para a direção (Nolan representa bem esta estirpe no universo mais comercial Hollywoodiano) e a pena do iraniano já provou ser uma das mais criativas, humanas e acertadas do cinema atual. Desde do excelente “Procurando Ely” testemunhamos o incrível talento deste realizador. Entretanto, ironicamente, é exatamente no “salto” que se dá do seu penúltimo para este último filme, duas obras tão parecidas, que constatamos a assertiva do inicio deste texto.

Ele se repete de forma brilhante e absolutamente necessária. “O Passado” ainda é incrivelmente relevante e traz frescor ao tema, especialmente no que tange a sua pungência universal, visto que ele transfere seu olhar para uma nação ocidental e traz a reboque em sua discussão das agruras familiares e relacionais, problemáticas outras diferentes ao escopo iraniano do filme anterior. A intercessão entre as obras co-irmãs é exatamente o seu valor humano e a profundidade incisiva com que os personagens são desenvolvidos, e a capacidade de se apropriar de uma estrutura que pode soar formulaica a princípio e conceder ares de montanha russa das emoções afloradas.

Como no seu filme anterior, Farhadi depende incrivelmente de um elenco competente para levar a cabo filmes com esta estrutura. E aqui, a triangulação que se estabelece, resultado do trabalho milimétrico de Bérénice Bejo, Ali Mosaffa e Tahar Rahim é algo de extraordinário. Ela saiu do ultimo Festival de Cannes com a Palm D’or nas mãos e a película estabeleceu uma trajetória igualmente digna da Palma e só foi sucumbir no último momento para o magnetismo polêmico de “Azul é a cor mais quente” que acabou ganhando a láurea máximo este ano. É uma obra acabada, densa e especial.

Diretor de Searching for Sugar Man cometeu suicídio

Johar Bendjelloul, confirmou ao diário sueco Aftonbladet que o seu irmão, Malik Bendjelloul, cometeu suicídio após uma depressão: "A vida nem sempre é simples", afirmou Johar, que acrescenta que receber a notícia da morte do irmão foi a pior coisa com que teve de lidar na sua vida. "Não sei como lidar com isto. Não sei", concluiu.

Malik Bendjelloul fez Searching for Sugar Man o seu primeiro filme, o qual viria a ter bastante sucesso, ganhando um Oscar e um BAFTA. Simon Chinn, produtor do documentário, já reagiu à morte do diretor, mostrando-se chocado com os eventos: "É inacreditável (..) estive co6m ele há duas semanas em Londres e ele estava cheio de vida, esperança e otimismo", concluiu.

8 de maio de 2014

Confira o novo trailer de Planeta dos Macacos: O Confronto

A 20th Century FOX divulgou hoje um novo trailer oficial de Planeta dos Macacos: O Confronto.

Continuação de Planeta dos Macacos – A Origem (2011). Seguirá a trajetória do macaco César (Andy Serkis) 15 anos após a revolução animal ocorrida no primeiro filme. Desta vez, o animal deve enfrentar um grupo organizado de seres humanos sobreviventes, que planejam reconquistar o domínio do planeta.

O filme estreia em 24 de julho de 2014.

6 de maio de 2014

Resenha do Filme: Metro Manila

Por Eripetson Lucena

O filme indie britânico do ano não é falado em inglês e nem tão pouco explora paisagens londrinas ou dramas pessoais de habitantes da ilha da rainha. Começa nas remotas plantações de arroz na zona rural filipina e arremessa brutalmente seus personagens ao intricado mosaico urbano da capital Manila, uma das cidades mais problemáticas e pobres do planeta. Esta drástica mudança de perspectiva é corajosa e digna de mérito e confere interesse a obra do diretor Sean Ellis. 

O calvário de uma pequena família filipina que migra pra cidade grande em busca de trabalho e se depara com a brutalidade do lugar deve ter seu apelo pra expectadores da rica Europa e exala sua suposta crueza “sui generis”. O engajamento do cinema com estas questões sociais é sempre celebrado no Ocidente rico e representa escolhas estéticas e temáticas que parecem deslumbrar jovens cineastas. E é claro, é um caminho louvável, sem duvida.

Para o cinéfilo atento, entretanto, não há como ver “Metro Manila” sem o filtro do olhar de cineastas do próprio lugar como Brillante Mendonza. Ao longo de sua filmografia, ele tem destilado um rosário duríssimo e inexorável da Manila moderna, tecendo crônicas inflexíveis e sem concessões das problemáticas sociais que assolam o seu país. “Lola”, o premiado em Cannes “Kinatay” e, sobretudo o polemico “Serbis” são eficientes e indigestos retratos de uma putrefação moral e social de um lugar onde a pobreza e o caos urbano são latentes e chocantes. 

Dentro desta perspectiva, o filme de Ellis apresenta alguns poréns que, se não compromete a obra como um todo, não permite que o expectador concilie tão pacificamente sua louvável tentativa de destilar seu retrato da capital Filipina. A linearidade de “Metro Manila” acrescida do tratamento bem ocidentalizado que procura, por exemplo, pontuar alguns momentos da trama com um uso incomodo da música (em alguns momentos ela chega a ser usada de forma muita mais desonesta que desconcertante, como intentaria o diretor) é um recurso que serve a trama, mas que a empobrece ao mesmo tempo. A força do tema se dilui em uma cadência de previsibilidades, somente alterada no final da película, mas tarde demais para salva-la da mesmice.

O fator linearidade também prejudica a construção dos personagens chaves. Na verdade, Oscar, sua esposa e seu colega de trabalho não carecem de muito aprofundamento uma vez que tudo é muito dado na trama e ao expectador é deixado muito pouco a descobrir, préstimo de um didatismo no qual o roteiro se enredou irresistivelmente. Somente um expectador muito ingênuo não saberia no primeiro momento em que Oscar é alvo das “bondades” de Ong que não existem coisas como um jantar grátis numa selva como aquela. Da mesma forma, os reveses em série sofridos initerruptamente pela família de camponeses acabam por não mobilizar de forma mais drástica (como o faz Mendonza em “Serbis”, por exemplo, lançando mão de uma simplicidade estética e narrativa dezenas de vezes mais eficientes e sofisticadas que os recursos de Ellis) pelo simples fato que eu preciso de música, de sutis camadas de melodrama e até de uma virada policial na trama pra tentar compensar a previsibilidade do roteiro.

Todos estes problemas alinham “Metro Manila” com o “modus operandi” ocidental de fazer filmes, mas este afastamento de outras tentativas, inclusive asiáticas, de abordar a temática, pode não ser necessariamente uma falta, mas é um prego pontiagudo na cadeira do expectador. 

O filme, entretanto não perde em denunciar as mazelas urbanas da capital Manila e é dotado de sensibilidade, como na delicada sequencia do banho de chuveiro ou nos impagáveis momentos da linda interpretação da filhinha do casal, uma atuação denunciada por uma sucessão de closes certeiros que capturam, ao longo da película, olhares e lagrimas que comunicam enormemente. Nunca temos certeza se uma criança de tão pouca idade atua de fato, (a exemplo da indicada ao Oscar Quvenzhané Wallis, do maravilhoso “Beasts of the Southern Wild”) o que reforça a boa direção de atores de Ellis que conseguiu capturar momentos de pura beleza artística e emocional da pequena atriz.

Se não é uma obra prima, “Metro Manila” é satisfatório e faz de Sean Ellis um nome de expectativas.

Confira o primeiro trailer de Boyhood, novo filme de Richard Linklater que demorou 12 anos para ser feito

Foi divulgado o primeiro trailer para Boyhood, de Richard Linklater.

O filme de Richard Linklater demorou doze anos para ser filmado, tendo começado as filmagens no verão de 2002. Todos os anos o diretor reunia-se com o ator Ellar Coltrane e filmava algumas cenas, desde os 7 até aos 18 anos de idade. Ao elenco juntam-se ainda Patricia Arquette e Ethan Hawke.

Boyhood estreia em 11 de julho, nos Estados Unidos.

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