22 de abril de 2014

Assista ao trailer de Deux Jours, Une Nuit, novo filme dos irmãos Dardenne com Marion Cotillard

Foi divulgado o primeiro trailer de Deux jours, une nuit (Dois dias, uma noite), um drama assinado por Jean-Pierre e Luc Dardenne que coloca Marion Cotillard (Ferrugem e Osso) no papel de uma mulher que tem de convencer os colegas a abdicarem do bônus anual da empresa onde trabalham para que possa continuar empregada.

Fabrizio Rongione, que trabalhou com os Dardenne em Rosetta, desempenha o papel de marido de Cotillard, numa produção que conta ainda no elenco com os belgas Olivier Gourmet, Christelle Cornil eCatherine Salée.

Deux jours, une nuit (Dois dias, uma noite) tem a sua estreia no próximo Festival de Cannes.

17 de abril de 2014

Leonardo DiCaprio vai trabalhar com Alejandro González Iñárritu

Leonardo DiCaprio vai protagonizar The Revenant, um novo projeto de Alejandro González Iñárritu (Babel, Amores Brutos) que deverá chegar aos cinemas no final de 2015 (provavelmente a tempo de entrar na luta pelo Oscar).

Baseado no livro de Michael Punke, em The Revenant estamos em 1800 e seguimos um negociante de peles que após um ataque de um urso fica bastante debilitado. O capitão da sua embarcação ainda tenta carregá-lo até à civilização, mas ele acaba deixando dois homens a tarefa de cuidar do ferido e enterrá-lo quando morrer. Mas esses dois homens não só não executam bem o seu trabalho como ainda roubam o ferido, deixando-o à sua mercê. Quando ele se recupera dos seus ferimentos, resta apenas a este homem partir para uma vingança contra os dois homens.

16 de abril de 2014

Veja o trailer de Maps to the Stars, novo filme de David Cronenberg

Foi divulgado um trailer para Maps to the Stars, novo filme de David Cronenberg.

O filme vai focar na história de dois jovens atores que ficam arruinados pela depravação de Hollywood e conta com a presença de Julianne Moore, Robert Pattinson, Mia Wasikowska e John Cusack, entre outros.

Maps to the Stars deverá estrear no Festival de Cannes 2014.

15 de abril de 2014

Assista ao primeiro trailer de Gone Girl, o novo filme de David Fincher

Foi divulgado o primeiro trailer de Gone Girl, o próximo filme de David Fincher (Se7en, Clube da Luta).

Baseado no livro homônimo de Gillian Flynn (que também é autora do roteiro), Gone Girl é um thriller que se centra no desaparecimento de uma mulher, Amy Dunne (Rosamund Pike), e nos esforços do marido, Nick (Affleck), para encontrá-la – ao mesmo tempo que tem de provar a sua inocência pelo desaparecimento.

No elenco podemos ainda contar com as participações de Tyler Perry, Neil Patrick Harris, Patrick Fugit, Kim Dickens e Scoot McNairy. Gone Girl (Garota Exemplar) tem estreia prevista nos EUA para 3 de outubro de 2014.

14 de abril de 2014

Resenha do Filme: Noé

Por Eripetson Lucena

Acalentar um projeto pessoal por um longo tempo deveria ter sérias implicações para o seu elástico período gestacional: para mentes férteis do cinema o fator “recurso” não deveria ser, neste processo, inversamente proporcional a capacidade criativa investida no mimo. O cinema indie já provou que nem tempo, nem dinheiro obstaculizam necessariamente a feitura de obras relevantes e nada mais irônico que (agora) citar Darren Aronosfski como importante nome que simboliza a realidade supra citada.

Sem maiores delongas, basta somente citar filmes como “Pi” e “Réquiem Para um Sonho” para ilustrar o processo. Pois parece que toda a carga libidinal dispendida e desembocada em “Noé”, o mais novo rebento do diretor foi pulverizada no Ararat labiríntico onde ele (assim como a arca) o fez repousar. Para mim, o que mais evoca uma forma refinada de fazer filmes é o nome do diretor quando sobem os créditos. Entre devaneios bíblico-teologico-tolkenianos, interpretações prejudicadas por um roteiro preguiçoso demais para ir além de concepções rasas mais preocupadas em sinalizar as inúmeras elipses que explorar personagens pré-existentes riquíssimos, arquétipos absolutos de nossa subjetivação, caricaturas (Hopkins irrelevante), monstros de pedra que beiram o risível (principalmente se você tem os Ents da Terra Média como referencia), sobram os efeitos especiais e a tentativa do diretor de vender o filme como obra de arte. Desculpem, mas isso é pouco.

Não ví Aronosfski alí. É lamentável ver um diretor que goza de um certo prestigio exatamente por sua capacidade criativa ver sua assinatura se diluir numa obra que, pelo resultado final, poderia ter sido feita por qualquer diretor engajado com a feitura de filmes em escala industrial. 

Apesar de ter de dar ouvidos as inócuas discussões teológico-filosoficas levantadas pelos grupos religiosos que esperavam um filme feito para eles substituírem a homilia/pregação de domingo indo ao cinema invés da igreja, este não é o critério utilizado para atestar que “Noé” é apenas um filme razoável. O que se espera de um bom filme? Um nível de dramaturgia que vá além da força brutal do imagético ou de recursos técnicos e confira um aprofundamento na trama que não condescenda com o expectador, mas que o engaje exatamente pela sua força humana. “Noé” carece deste aspecto, apesar de abundar em efeitos especiais. 

As interpretações estão bem aquém do talento de atores experientes envolvidos no projeto (três Oscars reunidos) e este monocromatismo dramático é culpa muito mais da pena de Aronofski e Ari Handel (que escreveram o roteiro) do que propriamente dos atores. É deprimente ver Jennifer Connelly tão mal aproveitada (alguns closes da atriz são patéticos) e Anthony Hopkins elevando à enésima potência as caricaturas exaladas nos seus dez últimos filmes. Eles dois parecem ser os mais problemáticos, mas Crowe entrega uma interpretação apenas correta embora que responsável por alguns momentos de rara sensibilidade na película. 

É claro que há sugestões ruidosas de “correção”/ “adequação’ de relatos bíblicos por elementos digamos mais plausíveis numa clara tentativa de agarrar a nação dos descrentes, o que mostra que o tratamento contemporâneo dado a uma narrativa tão difundida e respeitada não é todo mal e consumiu os suspiros mais criativos do diretor/roteirista(s). A água que, por um momento flui do chão, a ajuda dos guardiões na fabricação da arca são alguns exemplos notórios. Eu particularmente não sei até que ponto um roteiro totalmente subserviente a narrativa bíblica ajudaria no alcance do resultado final e não vejo esta tentativa de construir um esqueleto secular para a trama como pecado. Isso talvez seja o aspecto menos negativo do filme.

O erro é confiar na extensão dos tentáculos da narrativa bíblica e não redimensionar os personagens com a profundidade requerida, valendo-se dos préstimos do nosso inconsciente coletivo ou mesmo da suposta importância de efeitos especiais. O Noé de Aronosfki não doutrina como queria os religiosos, nem tão pouco engaja como um cinéfilo habituado a seu nível de comprometimento desejaria. Isso coloca a obra num limbo emocional difícil de ser resgatada: não agradou nem gregos nem troianos. 

Talvez um dia, como resultado de sua velhice, Aronosfki repense o tratamento dado a seu filho bastardo “Noé” e assim como Kubrick (guardadas as devidas proporções do paralelo) decida que “Spartacus” diz quase nada de sí e extirpe-o de sua filmografia. O mais constrangedor é que Kubrick era jovem e inexperiente quando fez “o filme de Kirk Douglas”. Aronosfski tropeçou depois. E pra esses, é difícil ter perdão.

Filme Nacional Cores Vence o FESTin 2014

A produção brasileira Cores venceu o prêmio para a Melhor Longa-Metragem do FESTin 2014 – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. O filme venceu ainda nas categorias de Melhor Diretor (Francisco Garcia) e Melhor Atriz (Simone Iliescu), com a narrativa que segue três jovens que vivem histórias de amor e tristeza em São Paulo.

Melhor Longa-Metragem
Cores, de Francisco Garcia (Brasil)

Melhor Documentário
De Armas e Bagagens, de Ana Delgado Martins (Portugal)

Melhor Curta
Acalanto, de Arturo Sabóia (Brasil)

Melhor Diretor
Francisco Garcia por Cores (Brasil)

Melhor Atriz
Simone Iliescu em Cores (Brasil)

Melhor Ator
Juliano Cazarré em Serra Pelada (Brasil)

Menção Honrosa para Longa-Metragem
Impunidades Criminosas, de Sol de Carvalho (Moçambique)

Menção Honrosa para Curta-Metragem
Leve-me Pra Sair, de José Agripino (Brasil)

Prêmio do Público para Longa-Metragem
Serra Pelada, de Heitor Dhalia (Brasil)

Prêmio do Público para Curta-Metragem
Perto, de José Retré (Portugal)

Prêmio do Público para Documentário
Azul Alvim, de José Paulo Valente (Portugal)

8 de abril de 2014

Pablo Trapero preside júri da seção Un Certain Regard em Cannes

O cineasta argentino Pablo Trapero vai liderar o júri na seção Un Certain Regard (Um Certo Olhar) no próximo Festival de Cannes, a decorrer de 14 a 25 de maio.

“Estou muito orgulhoso por ser o Presidente do Júri de Un Certain Regard. Orgulhoso por participar na aventura de Cannes de outra forma. Un Certain Regard, onde apresentei três dos meus filmes, é uma seleção sempre apaixonante. Encontramos nela grandes mestres, jovens promessas, os novos países e as novas formas do cinema.”, afirmou Trapero.

A seleção de filmes desta seção será anunciada em 17 de abril.

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